quarta-feira, 22 de junho de 2011

A procura do nosso brilho...Um soneto.

Anos se passam, e  a lua continua a irradiar seu brilho ofuscado em meus olhos tristes, o que não brilha mais foi minha alma que se perdeu no infinito céu, o que não vejo mais são seus olhos brilhando como o reflexo da lua no mar, em um cenário lindo e poético concedido para amar.
No desencontro do sol com a lua, me perco na tentativa inútil de te encontrar.
Assim, como o sol nasce cheio de brilho e luz na esperança ao fim do dia o seu amor encontrar, eu fico em meus pensamentos a te amar. O sol é persistente todo fim de tarde ele chora gotas de sangue refletido nos seus últimos raios quando percebi ser mais um dia onde terá que deixar o caminho para seu amor passar sem poderem nem se tocar...
A lua perdida encontra o mar como amigo, onde sua tristeza é refletida nos braços dele, tornando um cenário perfeito para aqueles que desfrutam do amor sem rumo e sem dor.
O som das ondas, o brilho da lua na escuridão da noite iluminada com tristeza que a lua senti. Eu me pego a pensar: “Será você o meu infinito?”. Pois sem sua imagem eu não vivo, sem teu brilho eu me apago, sem teu calor eu morro nos braços da tristeza, o nosso amor será como o sol e a lua? predestinados a não se encontrarem. Se for, me deixe aqui sozinho olhando este mar infinito, clareado pela tristeza da lua se confundindo com a minha,  no silencio da dor sem resposta, sem solução. Olho para a lua, e sinto o som confortante do  mar em meus pensamentos entrar, e pedindo a Deus, eu rezo pelo  reencontro do sol e da lua. Quem sabe nesse dia nos teus braços eu possa viver? Sentir teus carinhos, e morrer junto a ti, nem que seja em outro mundo, se acaso o mundo acabar pelo o encontro do sol e da lua. Quero ter você, meu infinito. Por isso eu peço todos os dias ao sol: “Nunca acorde triste”. Todo dia é dia da espera, sem dor para encontrarmos o nosso grande amor

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Leia também